Novidades!

Por Naotembulameuremedio

Olá leitores!

Viemos avisar as novas mudanças no Não tem bula. Devido à falta de tempo que estamos

para trabalhar com nossa página, resolvemos investir na liberdade textual. Nossos

posts não terão mais temas pré-definidos. Além disso, uma nova categoria será

implementada, “Roubei a editoria alheia”, que serão textos produzidos fora das editorias escolhidas

por cada autora.

Esperamos que gostem e comentem para conhecermos melhor nossos leitores.

Até Logo

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Arquivado em Roubei a editoria alheia

O Quarto Branco Dia

Meus Queridos Loucos,

dedico este texto para todos aqueles que são guiados pela Loucura.

Deixo um abraço especial para Erasmo de Rotterdam. Escreveu um dos livros que mais gosto:  “Elogio da Loucura”.

Desejo um bom passeio de mãos dadas com a senhorita Insanidade que o aguarda texto abaixo.

"Uma voz familiar que ecoava no quarto branco. Levantei."

"Uma voz familiar que ecoava no quarto branco. Levantei."

Por Thaísa Gazelli


Paredes brancas refletem pensamentos silenciosos que vagam pelo vácuo.

Paredes brancas fecham corpos deitados ao relento.

Paredes brancas ouvem gritos de corações paranóicos.

Paredes brancas.

Quatro, para ser mais preciso.

Quatro paredes brancas precavidas com seu estofamento.

Quatro paredes brancas sem janelas da alma.

Quatro paredes brancas devidamente isoladas.

Isoladas do mundo da sobriedade.

Isoladas do mundo moralmente correto.

Isoladas do mundo da verdade.

Isolados do mundo erroneamente amedrontado.

Amedrontados por serem humanos.

Amedrontados por serem devaneios.

Amedrontados por serem pecadores.

Amedrontados por serem pensadores.

Pensadores. Pensam. Penso. Pensam por mim.

Pensadores. Sofrem. Sofro. Sofrem por mim.

Pensadores. Entendem. Entendo. Entendem por mim.

Pensadores. Calam. Calo. Calam por mim.

Silêncio coercitivo. Silenciado por mãos familiares.

Silêncio coercitivo. Silenciado por sociedades nada anarquistas.

Silêncio coercitivo. Silenciado por sensatos impulsos.

Silêncio coercitivo. Silenciado por escassez de palavras.

Palavras que não salvam mentes angustiadas.

Palavras que se transformaram em longos monólogos.

Palavras que não possuem intenção para ouvidos alheios.

Palavras que se debruçaram nas bocas desatentas para assistir ao fracasso.

Fracasso esse que provei diversas vezes na vida.

Uma.

Duas.

Três

Quatro.

Quatro incontáveis vezes que deixei minha mente possuir minha carne carcomida pelo cansaço de lutar.

Lutar com a visão dos gigantes.

Lutar com a força dos valentes.

Lutar com o fedor da humanidade.

Lutar com a voz de todos.

Todos. Número de pessoas que decidiram construir um jardim de rosas negras no fundo de seus lares, doces lares.

Doces lares que escondem a podridão humana.

Doces lares que vivem embriagados pelo néctar da perfeição.

Doces lares que dizem a verdade apenas quando necessário.

Doces lares que amargam inalcançável esperança.

Esperança. Condição para continuarmos em uma caminhada completamente sem sentido. Prova viva do anseio humano por se apegar a algo imaginário.

Imaginário, guia a normalidade.

Imaginário, afasta a realidade.

Imaginário, guia a loucura.

Imaginário, aproxima a insanidade.

Insanidade daqueles que retornarão ao pó. E nada mais são. Apenas pó. Insanidade daquele que continua deitado no quarto branco.

Branco é o teto que admira.

Brancos são seus pensamentos.

Branco é o raio de luz que invade a fresta da porta.

Brancos são os quatro muros que fecham corpos deitados ao relento.

Ao relento, deixei meu conselheiro. Por vergonha o abandonei. Fingi não precisar de sua companhia. Olhei para o outro lado.

Um.

Dois.

Três.

Quatro.

Quatro foram os segundos que contei. Ao voltar meu rosto para o ângulo anterior, notei que ele ainda estava ali. Como um bom amigo. Esperava em sua quietude um sorriso de boas-vindas.

Vinda de pensamentos messiânicos.

Vinda de roteiros pré-estabelecidos.

Vinda de promessas mentirosas.

Vinda da sombra da norma.

Sombra da norma era onde vivia. Não apenas eu. Mas todos que dirigiam os carros.  O banco de passageiro era para os que se esforçavam por coisas que nunca foram importantes.

Importantes para alguém.

Importantes para outros.

Importantes para nomear.

Importantes para distanciar.

Distanciar o desconhecido. Era isso que a sobriedade tendia a fazer com seus temores. Nem de bondade pode viver o homem.

Homem feito por mãos familiares.

Homem feito de costelas.

Homem feito de elogios.

Homem feito por cansativas tentativas.

Cansativas tentativas. Foi isso que presenciei enquanto estava deitado contando unhas quebradas em minha mão esquerda.

Uma.

Duas.

Três.

Quatro.

Quatro era os arranhões que acordei naquela manhã. Eles já estavam ali quando me dei conta. Ardiam.

Ardiam as bigornas que não colaboravam com a gravidade.

Ardiam as chamas que marcavam minha pele de gado.

Ardiam os lábios contraídos.

Ardiam as lágrimas que queriam ser livres.

Livres. Sonhamos em ser. Apenas continuamos na busca incessante por algo que nem ao menos conseguimos uma definição. Não precisávamos de uma definição. Porque juntos ou separados. Éramos simplesmente números.

Um.

Dois.

Três.

Quatro.

Quatro era a significação necessária do enredamento vivo.

Eu. Em minha complexidade de ser.

Minha carne. Em minha podridão de ser.

Meu espírito. Em meu desconhecido de ser.

Minha alma. Em minha confusão de ser.

Sê-lo de outra forma. Era isso que eu era. Igual. Igualmente louco aos cativos da mediocridade que esperam em seus quartos brancos.

Um.

Dois.

Três.

Quatro.

Quatro vezes ouvi chamar. Chamava-me pelo nome. Uma voz familiar que ecoava no quarto branco. Levantei.

Levantei do sepulcro.

Levantei úmido de suor.

Levantei para seguir sem caminho.

Levantei em quatro longos segundos.

Segundos que subseqüente encontraram a porta branca. Mãos familiares giraram a maçaneta. Era um mesmo branco dia.

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Arquivado em Comportamento, Política

Admirável ícone novo

"Mas para sempre nos farão sonhar"

 Por Ana Carolina Pereira

Seria errado dizer que nós, humanos, precisamos de ícones? Assim como precisamos acreditar numa força maior para confortar e dar sentido aos duros acontecimentos da vida, precisamos também ter alguém em quem nos inspirar.

Os pais funcionam como ícones na infância, vemos o pai como um super herói, um alguém em quem podemos confiar, em quem podemos nos aconchegar e nos proteger quando em perigo.

Mas eis que um belo dia descobrimos que nossos pais, assim como nós, são seres humanos que erram, choram, sofrem e têm dificuldades. O mundo parece que cai, o chão parece que se abre num abismo sem fim. Estamos sozinhos, desamparados.

Nossa segunda casa, a escola. Professores parecem distantes. Mais altos, mais velhos, mais cultos. Eles sabem a resposta para todas as nossas perguntas e nos contam novidades e curiosidades. Com eles aprendemos interessantes novidades e brigamos para ser o aluno que os ajudam a carregar livros, apagar a lousa e colar estrelinhas nas agendas . Até que um dia crescemos e o professor passa a ser apenas um chato que pega no nosso pé e nos diz o que fazer. E então brigamos de novo, mas dessa vez contra o sono, para aguentar as aulas sem adormeces na carteira.

Nessa época de nossas vidas, encontramos novas pessoas admiráveis. Essas se encontram nas capas de revistas, nas páginas de internet e em folhetos de CDs, DVDs e outdoors espalhados por todas as partes. São as celebridades. Eles estão em todos os lugares e suas imagens invadem nossas casas e agendas, nossos sonhos e objetivos. Queremos ser iguais a eles. Lindos, talentosos, ricos, aclamados e famosos como ele. Se não pudermos ser iguais, queremos ao menos estar perto. Invadimos camarins, choramos , gritamos, tiramos fotos, jogamos presentes e queremos nos mostrar. Nosso maior sonho de vida, nessa época, é ser conhecido por nossos ídolos. E, após muitas tentativas frustradas, percebemos que celebridades também têm espinhas na pele, olheiras debaixo dos olhos, problemas para manter o físico e sim, também vão ao banheiro. Os que antes nos pareciam a perfeição, agora nos trazem desprezo por serem pessoas desequilibradas, que fazem de tudo (e digo tudo. Mesmo) para chamar atenção.

Crescemos, amadurecemos e vamos para a faculdade. Lá, a admiração se volta novamente para os professores que tanto sabem e muito ensinam. E nós que achávamos que líamos muito, nos deparamos com prateleiras e prateleiras de bibliotecas nunca antes imaginadas. Autores, estudiosos, pensadores. Nosso objetivo é escrever como Machado de Assis, pensar como Descartes e rimar como Drummond.

Olhamos para trás e percebemos as pessoas admiráveis de nossas vidas, nosso desejo de igualdade ou aproximação, toda aquela admiração e o cair dessa grande ilusão. Os ícones de hoje, os novos, diferentes dos da infância e adolescência, fazem tanto sentido que não é possível que morram, que deixem de ser admirados. Porém, um dia, se deixarem de fazer sentido, acharemos outros, tão admiráveis quanto e até mais. Pode ser que eles sejam assim mesmo: para sempre impossíveis, para sempre distantes, para sempre utópicos. Mas  para sempre nos farão sonhar. Para sempre nos inspirarão e nos farão alcançar maiores patamares. Nos farão melhores, mais capazes, até virarmos, um dia, a pessoa admirável de um outrém.

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Arquivado em Cidade

A utopia do viver

A estrada da vida

Por Marina Camargo

Eu vivo
Tu vives
Ele vive
Nós vivemos
Vós viveis
Eles vivem
Mas viver para quê?
Eu vivo para curtir,
Sorrir e amar.
Vivo para estudar, trabalhar,
Enriquecer e consumir.
O rico vive para administrar,
Gastar e viajar.
Vive para desconfiar, esbanjar,
Comandar e consumir.
O pobre vive para comer,
Trabalhar e sustentar.
Vive para se virar, invejar,
Economizar e consumir.
O bandido vive para roubar,
Matar e se drogar.
Vive para sobreviver, sustentar,
Agredir e consumir.
O viciado vive para beber,
Fumar e viciar.
Vive para alucinar, chatear,
Consumir e morrer.
Será que alcançamos nossa razão de viver?
A qualquer momento acaba a vida
E eu ainda não sei o seu porquê.

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Arquivado em Comportamento

Retomada e Tema da Semana

Queridos leitores,

agradecemos as visitas e pedimos desculpas pela demora por novos posts.

Nós estivemos em um período de muita correria na vida acadêmica, profissional e pessoal,

mas estamos voltando com todo gás. O tema desta semana será utopia. Escolheremos

assuntos diversos e dentro destes discutiremos a utopia.

Aproveitem, comentem e deixem suas ideias.

Não tem bula meu remédio

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Arquivado em Cidade, Comportamento, Economia, Meio Ambiente, Política

Dia Mundial da Água

Um bem de todos para todos

Por Marina Camargo

O dia 22 de março foi escolhido pela ONU – Organização das Nações Unidas – para conscientizar as pessoas pelo mau uso da água. Sua celebração acontece desde 1993 com diferentes eventos que ocorrem por todo o mundo. Esse ano, o tema do dia é “Água limpa para um mundo saudável”

Apesar de o nosso planeta ser chamado de Terra, a maior parte de sua composição é de água. E nós brasileiros somos ainda mais privilegiados, pois 11,6% de toda a água doce do mundo estão concentradas no Brasil, incluindo o maior rio, o Amazonas, e o maior reservatório de água subterrânea do planeta – o Sistema Aqüífero Guarani. O problema é a sua má distribuição, causadora de escassez de água em alguns estados brasileiros e outros países.

Fomos criados em uma ideia de que podemos gastar água abundantemente, mas nos dias atuais sabemos que devemos economizá-la, utilizando-a de maneira sustentável tanto em casa como nas empresas. Aqui estão algumas dicas de como economizar esse bem necessário no nosso dia a dia:

·         Ao escovar os dentes deixe a torneira fechada. Abra somente quando for enxaguar a boca. Você deixa de desperdiçar até 80 litros de água.

·         Não deixe a torneira aberta enquanto ensaboa a louça, aproveitando para enxaguá-la toda de uma vez só! Com isso você pode economizar até 100 litros de água!

·         Quando for lavar o automóvel, use um balde! Enquanto um banho de mangueira de meia hora consome até 560 litros, com um balde o gasto não passaria de 40L.

·         Lavar a calçada com a mangueira também é um desperdício. Também é melhor usar um balde, evitando-se um gasto que poderia chegar a 280 litros. Lembrando que o ideal seria mesmo o uso da vassoura.

·         Evite tomar banhos demorados, eles gastam de 95 a 180 litros de água. Banhos rápidos economizam água e energia. E banhos de banheira usam mais água ainda, cerca de 200 litros.

A água é um recurso fundamental para a vida humana no planeta. Vamos todos cuidar desse bem tão necessário para a nossa sobrevivência.

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Arquivado em Comportamento

Mudança no blog e Tema da semana

Queridos leitores, infelizmente a nossa querida Mayara não poderá mais participar do nosso blog porque começou a trabalhar e não está tendo tempo para se dedicar. Felizmente poderemos contar com seus posts esporadicamente. Em sua homenagem, esta semana nosso tema será Meio Ambiente. Leiam, aproveitem e comentem.

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